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Cesta básica volta a cair de preço em MT após altas expressivas em março à R$ 826 I MT

Após três semanas consecutivas de aumento de preços, a cesta básica volta a apresentar recuo em Cuiabá. A redução de 0,89% nesta quarta semana contribuiu para que o custo médio do conjunto de itens ficasse em R$ 826,21. Além disso, a queda de preços possibilitou que a média atual ficasse 0,88% menor que a observada no mesmo período de 2025, quando custava R$ 833,55.

Ainda assim, com as seguidas altas apuradas pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a capital mato-grossense encerrou março com preço médio de R$ 819,24, valor 3,41% acima da média do mês anterior. O resultado evidencia que o mês foi marcado por pressões pontuais de alta ao longo das semanas.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, comentou a variação negativa nesta semana, impulsionada principalmente pelos preços dos alimentos perecíveis.

“Apesar de os produtos hortifruti estarem recuperando o equilíbrio entre oferta e demanda, ainda há limitações relacionadas à qualidade disponível e a restrições produtivas. Esse cenário reforça as diferentes dinâmicas de formação de preços entre os itens.”

O recuo semanal no valor da cesta foi puxado pelo tomate, que apresentou redução de 13,81% no preço médio, chegando a R$ 8,72/kg. Segundo análise do instituto, a queda pode estar associada à maturação acelerada em algumas lavouras, em razão do clima quente. O período chuvoso também contribui para a boa oferta, mas impacta negativamente a qualidade do fruto.

A batata também registrou queda de 4,81%, reduzindo seu preço para R$ 4,67/kg na média semanal. Por motivos semelhantes aos do tomate, o recuo pode estar associado ao clima mais estável, que contribuiu para o ritmo das colheitas. No entanto, mesmo com maior oferta, os tubérculos disponíveis apresentam menor qualidade, em decorrência das chuvas nas lavouras.

Em contrapartida, o leite foi um dos itens que apresentaram maior aumento de preço, com acréscimo de 3,40% na variação semanal, atingindo média de R$ 6,42 por litro. A alta pode estar relacionada à baixa oferta do produto, que segue em ritmo moderado, devido aos custos de produção.

O Noroeste

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