Diante da gravidade do caso, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher iniciou buscas para localizar o suspeito. — Foto: Reprodução
Uma adolescente de 14 anos vítima de violência sexual pelo cunhado foi identificada após a equipe psicossocial da escola onde estudava perceber sinais de abuso, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. O suspeito, de 26 anos, foi preso pela Polícia Civil nesta segunda-feira (11).
Segundo a Polícia Civil, o caso começou a ser investigado após o Conselho Tutelar registrar um boletim de ocorrência com suspeitas de abuso sexual praticado pelo cunhado da vítima, que morava na mesma casa que ela.
As informações chegaram às autoridades depois que profissionais da escola identificaram indícios de violência e acionaram os órgãos responsáveis, permitindo a atuação da rede de proteção.
De acordo com a investigação, a adolescente relatou episódios recentes de importunação e abuso sexual cometidos pelo suspeito.
Diante da gravidade do caso, as equipes da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher foram até a escola onde a adolescente estudava, já que o homem costumava buscá-la no local. Ao chegarem à unidade, os policiais encontraram o suspeito nas proximidades da unidade escolar.
Durante a abordagem, ele confirmou a identidade e foi preso em flagrante.
O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Rondonópolis.
O aplicativo ‘SOS Mulher MT’ é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva.
O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.
Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher.
O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos:
As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família.
Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão.
A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública. A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.
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