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Virginia Mendes defende união e educação no combate à violência doméstica em MT

A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, participou nesta quinta-feira (14) de uma roda de conversa promovida pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Mato Grosso (COSEMS), durante a comemoração dos 40 anos da entidade, no Hotel Fazenda Mato Grosso.

Recebida por secretárias municipais de Saúde e servidoras de diferentes regiões do estado, Virginia falou sobre a necessidade de unir poder público, instituições e sociedade no enfrentamento à violência contra as mulheres.

Durante o encontro, ela defendeu leis mais rígidas, monitoramento dos agressores e fortalecimento das políticas públicas de proteção, mas destacou que a prevenção precisa começar dentro dos lares e das escolas.

“Defendo que a violência contra a mulher seja combatida com rigor, mas também acredito na educação como ferramenta de transformação, ensinando respeito, empatia e cultura de paz desde a infância”, afirmou.

Virginia também relembrou ações fortalecidas durante sua atuação voluntária no Governo de Mato Grosso, como o SER Família Mulher, o Cartão SER Família Mulher, o MT Por Elas, a Sala Lilás, o Botão do Pânico e a Delegacia da Mulher 24 horas.

“As políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica foram intensificadas na gestão do ex-governador Mauro Mendes. Mauro foi sensível quando eu disse que precisava de de um setor específico, então conseguimos criar o Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, sob a gestão da delegada, Mariel Antonini”, salientou Virginia.

Segundo ela, uma das agendas mais marcantes foi justamente a criação da Delegacia da Mulher 24h, construída após um pedido da desembargadora Maria Erotides e com apoio do governador Mauro Mendes.

Outro ponto forte da fala foi o alerta sobre a violência psicológica e virtual. Virginia contou que também sofreu ataques nas redes sociais em um momento delicado de saúde, quando teve câncer em 2022, e defendeu que a violência cibernética seja tratada com seriedade.

“Existe também a violência silenciosa, feita por meio das palavras e ataques virtuais, que machuca emocionalmente e deixa marcas profundas”, disse.

Ao encerrar sua participação, Virginia reforçou que o combate à violência doméstica exige união e ação permanente.

“Muitas famílias vivem situações de violência diariamente. Precisamos agir juntos para evitar que esses casos terminem em feminicídio”, concluiu.

O Noroeste

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