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Max Russi nega perseguição e diz que AL quer respostas sobre o BRT I MT

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), afirmou nesta quarta-feira (15) que os deputados não estão promovendo uma perseguição ao cobrarem explicações sobre as obras do BRT (ônibus de trânsito rápido).

Segundo ele, o objetivo da Casa é saber quando o modal será concluído, diante dos sucessivos adiamentos no cronograma de entrega.

“A Assembleia não quer perseguir ninguém, não quer nada nesse sentido. A Assembleia quer a conclusão da obra. Dá uma data e não se conclui, dá outra data e não se conclui”, afirmou durante conversa com a imprensa.

“Trânsito é algo que incomoda, incomoda a todos. É o trabalhador que tem que sair de casa mais cedo para chegar no trabalho, é a dona de casa que chega mais tarde em casa saindo do seu serviço, ou seja, prejudica todo mundo”, acrescentou.

A declaração ocorreu após a repercussão da audiência pública realizada na segunda-feira (13), com o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira e comandada pelo deputado Lúdio Cabral (PT). No encontro, Oliveira disse que tinha muita coisa que queria falar e não podia e que isso iria levá-lo a um infarto. Então, se levantou e foi embora da audiência.

Ao comentar a reação do secretário, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) falou sobre supostas irregularidades envolvendo a campanha de Lúdio à Prefeitura de Cuiabá, em 2012. Na ocasião, Pivetta disse que o deputado pode ter sido beneficiado por recursos desviados nas obras do VLT.

Para Max, caso existam indícios de irregularidades, devem ser encaminhados aos órgãos responsáveis pela investigação, sem que isso interfira na cobrança pela entrega do BRT.

“Acho que temos que cuidar agora de terminar essa obra. Se teve problema no passado ou se tem alguma denúncia, ela deve ser feita aos órgãos competentes “, disse.

  “Agora, a questão de saúde, se a pessoa está passando mal, você vai segurar a pessoa ali? Não tem como. Acho que agiu de forma correta. Nada impede que ele venha nos próximos dias e tire essas dúvidas dos deputados”, afirmou.