Deputada estadual Janaina Riva (MDB) confirma que terá reunião decisiva nesta semana com o governador e pré-candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) para selar sua entrada na chapa governista como vice-governadora. Com isso, a parlamentar recuaria do projeto ao Senado. A possibilidade da dobradinha foi antecipada por A Gazeta na última semana, quando interlocutores nacionais e estaduais de MDB e Republicanos passaram a tratar a aliança como praticamente definida e celebraram o avanço das negociações para reunir os dois partidos na disputa pelo Palácio Paiaguás.
As articulações já se arrastam há semanas, embora tanto Pivetta quanto Janaina evitem admitir publicamente a negociação. A própria deputada reconhece que ainda não conversou diretamente do assunto com o governador. As tratativas são conduzidas pelo empresário Eraí Maggi. Um dos principais objetivos da articulação que visa levar a emedebista ao Paiaguás é fortalecer o projeto de reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD) – que conta com apoio declarado de Eraí.
Nos bastidores, um dos principais pontos ainda em discussão para sacramentar a dobradinha é a sucessão estadual de 2030. A expectativa é de que um eventual entendimento inclua a participação efetiva de Janaina na futura administração e estabeleça um alinhamento político sobre a construção do projeto para a eleição seguinte. Apesar do avanço das conversas, a deputada mantém cautela e afirma que qualquer definição também depende do resultado da convenção do União Brasil, marcada para a próxima quinta-feira (30).
REJEIÇÃO E ISOLAMENTO
Outro fator que fortaleceu a aproximação foi a decisão do PL de rejeitar uma aliança com o MDB, embora os emedebistas tenham declarado apoio ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em 17 estados. Apesar dos esforços do senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), sogro de Janaina, que defendia a composição com o MDB, prevaleceu o entendimento do deputado federal José Medeiros (PL), que também disputará uma das vagas ao Senado.
Sem um palanque competitivo para sustentar uma candidatura ao Senado, a permanência de Janaina na disputa passou a ser vista como um movimento de maior risco político, sobretudo diante da estratégia do MDB de ampliar suas bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Caso a aliança seja oficializada, Republicanos e MDB voltarão a integrar o mesmo bloco político liderado por Otaviano Pivetta e pelo ex-governador Mauro Mendes, mantendo também o União Brasil na base, caso prevaleça o grupo comandado por Mendes na convenção da legenda. A principal exceção seguirá sendo o PL.
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