Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), disse em entrevista à imprensa que a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a questão dos consignados dos servidores públicos estaduais esbarra na disputa pela autoria da indicação que ocorre entre os deputados Henrique Lopes (PT) e Gilberto Cattani (PL).
Em sessão no decorrer da semana, na quarta-feira (11), os dois deputados se esforçaram para conseguir assinaturas visando instalar a CPI. Henrique Lopes (PT) conseguiu quatro votos e Gilberto Cattani (PL), também quatro votos.
Conforme Max Russi, “os dois blocos querem a CPI, mas, divididos, não conseguem instalá-la, porque cada um tem quatro assinaturas e, para abrir uma CPI, são necessárias, no mínimo, oito assinaturas”, disse o presidente da Casa de Leis.
“Então, se permanecer dividido, a chance de CPI é zero. Da forma como está, particularmente, não vejo como avançar”, emendou Max Russi.
Segundo o deputado, a disputa reside no fato de que o deputado que propor, será o presidente da CPI. “Eu não diria que é falta de diálogo. Eu diria que é a vontade de todo mundo de trabalhar muito e assumir a presidência, porque o que se discute, na verdade, é isso: quem for o proponente será o presidente da CPI. Talvez o PL queira presidir, e o PT também, então isso pode dificultar”.
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