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Em Sorriso, Margareth Buzetti exalta força do agro e pede união para superar gargalos

A senadora Margareth Buzetti (PP) participou nesta sexta-feira (12) do Congresso de Prefeitos do Agro, realizado em Sorriso, e falou da importância de fortalecer o setor produtivo em meio às incertezas políticas e econômicas que impactam diretamente quem está no campo. Em sua fala durante painel de debates, a parlamentar afirmou que o agro segue como locomotiva da economia brasileira, mas alertou para os desafios externos e internos que ameaçam a competitividade do setor.

Ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, do governador Mauro Mendes, do prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, e do presidente da Datagro, Plinio Nastari, Buzetti chamou a atenção para os impactos das decisões do Judiciário sobre a economia e defendeu uma Justiça imparcial, capaz de garantir segurança jurídica e previsibilidade. “O papel da Justiça é julgar de forma imparcial e previsível, não apagar incêndio com gasolina. Brasília está longe apenas nos quilômetros, porque o que se decide lá repercute aqui, dentro da porteira”, afirmou.

A senadora também comentou os números recentes do agronegócio, lembrando que a agropecuária cresceu mais de 10% no segundo trimestre de 2025, enquanto o PIB nacional registrou alta de 2,2%. Em Mato Grosso, as projeções apontam para quase 20% de aumento no Valor Bruto da Produção, chegando a R$ 217 bilhões, com soja, milho, algodão e pecuária puxando a retomada.

Entre os desafios imediatos, Buzetti citou a tarifa adicional de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em vigor desde 1º de agosto, e defendeu medidas concretas para mitigar os prejuízos. Ela propôs crédito direcionado aos exportadores afetados, reforço do seguro rural, ampliação de habilitações sanitárias e fitossanitárias, além de investimentos em logística para reduzir custos de transporte.

“Quem quer o nosso café da manhã e o nosso churrasco precisa respeitar quem produz. O Brasil tem que dialogar, mas não pode ficar refém”, disse a senadora, defendendo uma diplomacia comercial ativa e a abertura de novos mercados.

Para Buzetti, defender o agro é defender muito mais do que a produção em si. “Defender o agro é defender emprego, escola, hospital e estrada. Defender o Brasil é defender a pauta de exportações que mantém as cidades de pé. Defender uma Justiça imparcial é defender a democracia que garante segurança jurídica para investir e paz social para produzir”, concluiu.

No mesmo dia Buzetti participou também do painel de debates voltado para “Mulheres do Agro”. Ao lado da primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris, das vereadoras Maysa Leão e Karine Souza, e da jurista especialista no Agro, Cristiane Santos. No momento foram debatidos o papel da mulheres na política e no futuro do agronegócio.

O Noroeste

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