A Axia Energia, ex-Eletrobras, anunciou nesta segunda-feira (1º) que concluiu a segunda etapa de intervenções na Usina Hidrelétrica de Colíder, situada na região de Itaúba, no Mato Grosso. As medidas ocorrem após o Ministério Público do estado (MPMT) apontar uma série de irregularidades que podem levar a um rompimento na barragem.
Segundo a empresa, a partir de amplo diagnóstico realizado, foi injetado material no subsolo da usina a fim de preencher vazios identificados. Não houve intercorrências durante as atividades, conforme a companhia.
“A usina segue estável e em operação. O reservatório continua no nível atual, sem previsão de novos rebaixamentos”, informou, em nota.
Segundo o cronograma, especialistas contratados pela empresa devem avaliar, nos próximos meses, se há necessidade de outras intervenções.
A usina está sob nível de “alerta” desde agosto deste ano em razão de inúmeras falhas estruturais no sistema de drenagem que podem levar a um risco de ruptura da barragem, conforme investigação do MPMT.
Quatro entidades civis denunciaram à Organização das Nações Unidas (ONU) o risco de rompimento da barragem Usina Hidrelétrica Colider, localizada no Rio Teles Pires, em Itaúba. O MP chegou a recomendar a desativação da barragem, caso não tenha outra alternativa.
A empresa destacou que adquiriu a usina em maio deste ano e que “segue trabalhando com o objetivo de restabelecer a usina a seu estado normal o mais rapidamente possível.”
A denúncia foi protocolada no departamento de Direitos Humanos à Água Potável e Saneamento da ONU.
No documento, as entidades destacam que o Rio Teles Pires é um dos mais impactados por hidrelétricas na Amazônia.
A denúncia pede ao relator da ONU máxima urgência para as “violações de direitos humanos em curso e para o risco iminente de um desastre de proporções catastróficas, requerendo a adoção de medidas imediatas para garantir a segurança das populações e a responsabilização dos agentes envolvidos.”
A Usina
Localizada no Rio Teles Pires, a usina tem potência de 300 megawhatts e reservatório de 168,2 km² de área total e 94 km de comprimento.
Em operação desde 2019, ela abrange os municípios de Cláudia, Colíder, Itaúba e Nova Canaã do Norte. No estado, há 142 usinas hidrelétricas em operação, entre pequenas, médias e grandes; e suas barragens.
Responsável pela construção da Usina de Colíder entre 2011 e 2019, a Copel Geração e Transmissão transferiu a gestão para a Eletrobras, em maio deste ano.
Na ocasião, a Copel deu como contrapartida a usina e um pagamento de R$ 196,6 milhões após ajustes previstos no contrato, como o recebimento de dividendos de Mata de Santa Genebra Transmissão (MSG).
Já a Eletrobras, na troca de ativos, cedeu a MSG e a Usina de Mauá. Conforme mostra a imagem abaixo. Contudo, a Usina de Colíder representa 0,5% do ativo total da Eletrobras, segundo comunicado ao mercado financeiro.
Durante as buscas, policiais receberam a informação de que um homem sem camisa havia saído…
Policiais militares do 10º Batalhão prenderam em flagrante um homem, de 41 anos, por furto…
Programa Estudante Cidadão do Futuro envolveu 20 escolas, impactou mais de 3 mil alunos e…
Com auxílio do programa Vigia Mais MT, três foragidos da Justiça foram capturados pelas forças…
Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro, de 72 anos, chegou a ser socorrida por…
A aposentada Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro, 72, morreu no domingo (31) após…