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Primeira semana de dezembro traz alta no custo da cesta básica e preço chega a R$ 780

Contrariando as quedas do mês anterior, dezembro iniciou a primeira semana com alta de 0,47% no custo da cesta básica em Cuiabá, atingindo um valor médio de R$ 780,77. O crescimento na lista de produtos, apurado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), sugere um movimento de recomposição de margens. É o que explica o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior.

“O leve aumento de preços em determinados itens, após apresentarem semanas de estabilidade ou queda, sugere um movimento de recomposição de margens por parte das suas respectivas cadeias, visto que alguns se encontram em contexto de oferta elevada com demanda relativamente baixa.”

É o caso da farinha de trigo, que sofreu aumento de preço após cinco semanas de estabilidade. A alta de 3,13% fez com que o produto atingisse um valor médio de R$ 5,13/kg. Conforme análise do IPF-MT, a produção e o estoque dos moinhos permanecem estáveis, sem redução na quantidade ofertada, o que pode significar que o aumento seja resultado de um reajuste do mercado.

Da mesma forma, o feijão registra aumento de 3,06% depois de quatro semanas consecutivas de queda, atingindo R$ 6,25/kg no custo médio semanal. Ainda conforme análise do instituto da federação, a recente safra vem apresentando bons resultados e está com pouca procura. A baixa demanda associada à alta oferta sugere que o reajuste seja uma tentativa de evitar oscilações bruscas.

Quanto ao açúcar, observou-se um leve aumento de 1,94%, chegando a R$ 2,01/kg na média semanal. Para o produto, o instituto analisa que, apesar de a produção de cana-de-açúcar seguir elevada, o redirecionamento para a produção de etanol e o aumento das exportações podem ter ocasionado o reajuste de preço.

Apesar do crescimento semanal, o valor registrado atualmente segue 3,46% menor no comparativo anual, uma vez que a cesta registrava um custo médio de R$ 808,72 no mesmo período de 2024. Dentre os itens com maiores variações observadas na semana, destaca-se o açúcar pela diferença anual, que chega a 47,61% menor quando comparado com o mesmo período do ano passado.

Sobre isso, Wenceslau Júnior afirma que “mesmo interrompendo uma sequência de queda observada no mês de novembro, a cesta manteve o valor abaixo do registrado em 2024, inclusive para diversos itens da lista de mantimentos. Claramente, isso indica que a inflação dos alimentos segue desacelerando no comparativo anual, contribuindo para o custo de vida dos cuiabanos e possibilitando um aumento no poder de compra das famílias”.

O Noroeste

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