Um jovem de 25 anos, identificado como Wiliasmar Vieira Araujo, foi morto a tiros na madrugada deste domingo (19), em um bar nas proximidades da Prefeitura de Pontes e Lacerda (a 444 km de Cuiabá). Um segundo homem, de 30 anos, também foi alvo dos disparos, mas conseguiu fugir e sobreviveu.
De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta de 1h30, enquanto as vítimas consumiam bebidas alcoólicas no local e comemoravam antecipadamente o aniversário do homem de 30 anos.
Testemunhas relataram que um dos suspeitos, vestindo camiseta verde e conduzindo uma bicicleta elétrica, esteve no bar momentos antes do crime, onde consumiu bebida e interagiu com os presentes. Em seguida, ele deixou o local, mas retornou pouco tempo depois na garupa de uma motocicleta preta, acompanhado de outro indivíduo.
Segundo o relato, o suspeito desceu da motocicleta já armado, se aproximou da mesa onde estavam as vítimas e efetuou pelo menos três disparos na cabeça de Wiliasmar, pelas costas. Na sequência, atirou contra o outro homem, que acordou e conseguiu correr.
Após o ataque, os suspeitos fugiram, enquanto pessoas que estavam no local acionaram a polícia.
Durante as buscas, os policiais localizaram os dois suspeitos na Avenida Paraná, nas proximidades do Lar do Idoso. Ao perceberem a aproximação da equipe, eles tentaram fugir a pé, mas foram detidos. Durante a abordagem, um deles arremessou um objeto, que posteriormente foi identificado como um revólver da marca Taurus com numeração suprimida e quatro munições deflagradas.
A motocicleta utilizada na ação foi encontrada escondida em uma área de capim.
Ainda conforme a polícia, os suspeitos, de 18 e 19 anos, afirmaram envolvimento com uma facção criminosa. Um deles declarou ser integrante da organização, enquanto o outro disse ser simpatizante. Um dos detidos relatou que teria sido ameaçado pela vítima e que, ao reconhecê-la no bar, acionou o comparsa para cometer o homicídio. Ele também afirmou que pediu autorização à facção antes de executar o crime.
Os dois foram encaminhados à Polícia Judiciária Civil, juntamente com a arma, munições, celulares apreendidos e a motocicleta. Eles devem responder por homicídio consumado, tentativa de homicídio, resistência à prisão e adulteração de sinal identificador de veículo.
O local foi isolado para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e o caso será investigado.




