Presidente do Podemos em Mato Grosso, o deputado estadual Max Russi, condicionou o apoio da sigla a abertura de espaço na composição majoritária e ainda a participação efetiva na construção do plano de governo.
Atualmente, a legenda integra a base governista que tem como pré-candidato ao Executivo o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e ao Senado o ex-governador Mauro Mendes (União).
Segundo Max, o Podemos não fará exigências formais, mas considera indispensável que eventuais alianças contemplem protagonismo político.
“Exigir? Não. Mas com certeza vai ser algo importante para a definição do apoio do Podemos. O partido que quiser o Podemos vai ter que ter espaço dentro da majoritária”, disse.
Segundo o parlamentar, a sigla é robusta e apenas a chapa de candidatos a deputado estadual deve ter mais de 400 mil votos, o que, para ele, representa um ativo relevante para qualquer candidatura ao governo. “Nós temos uma grande chapa, com lideranças de peso, e isso vai agregar para qualquer candidatura majoritária”, afirmou.
“Nós só vamos sentar e definir apoio na hora que algum candidato tiver, realmente, o interesse de fazer uma composição com o Podemos, seja na chapa ou no plano de governo”, disse.
Plano de governo
Entre as prioridades, Max Russi falou que não abre mão da política habitacional, já que Mato Grosso tem déficit em residências.
“Tem algumas causas que a gente não abre mão. Nós queremos saber qual vai ser a política concreta para a habitação. Temos mais de 120 mil mato-grossenses com o sonho da casa própria e precisamos avançar nisso. O candidato que a gente for apoiar precisa deixar isso muito claro no plano de governo. É algo que não vamos abrir mão”, afirmou.
“Este é o momento de discutir o plano de governo, ouvir a sociedade e entender como podemos continuar avançando em Mato Grosso, principalmente no apoio às políticas públicas voltadas à população que mais precisa”, concluiu.




